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Alimentação saudável para lactentes (0 a 2 anos)

Os primeiros dois anos de vida são caracterizados por um crescimento pôndero-estatural e neurológico expressivo do bebê, por este motivo as consultas de puericultura com o pediatra são mais frequentes. Para se ter uma ideia o bebê cresce em média 25 cm no primeiro ano de vida e 12 cm no segundo ano, além das inúmeras aquisições neurológicas e psicomotoras observadas a cada mês.

Portanto, dessa mesma forma, as necessidades nutricionais do bebê nessa fase são muito importantes, uma vez que deficiências nutricionais e/ou condutas inadequadas acerca da alimentação podem ocasionar prejuízos imediatos na saúde da criança, elevando a morbimortalidade infantil, como também deixando sequelas como retardo de crescimento, atraso escolar e desenvolvimento de doenças não transmissíveis (ex. obesidade).

Abaixo encontram-se os 10 passos para uma alimentação saudável para crianças menores de 2 anos:

  • 1Passo 1
Amamentação exclusiva até os 6 meses de vida. Sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento (veja o material de amamentação disponível em nosso site).

 

  • 2Passo 2
A partir dos 6 meses iniciar a introdução gradual de outros tipos de alimentos, devendo manter a amamentação complementar até os 2 anos de vida. É normal a criança rejeitar os primeiros alimentos, pois é tudo novo (consistência e sabor).

 

  • 3Passo 3
Após os 6 meses oferecer alimentos complementares (cereais, tubérculos, frutas, legumes, hortaliças e carnes) na frequência de três vezes por dia se a criança continuar sendo amamentada ao seio materno (2 papas salgadas + 1 papa de fruta) ou cinco vezes por dia caso tenha ocorrido o desmame do seio materno (2 papas salgadas + 2 papas de frutas). A papa salgada deve conter um alimento do tipo cereais ou tubérculos (fonte de carboidratos – ex. batata, aipim, milho, aveia, etc.), outro do tipo de legumes e hortaliças (fonte de fibras – ex. couve, espinafre, chuchu, abobrinha, etc.), leguminosas (ex. feijão, ervilha, grão-de-bico, etc.) e outro de origem animal (fonte de proteínas – ex. frango, carne de vaca, ovo, etc.).

 

  • 4Passo 4
A alimentação deve ser oferecida sem rigidez de horários, pois crianças amamentadas ao seio adquirem uma capacidade de autocontrole da ingesta de alimentos conforme as suas necessidades, sabendo distinguir a sensação de saciedade após alimentação e a sensação de fome após o jejum. Assim um esquema rígido de horários prejudica essa distinção de sensações por parte das crianças, podendo ocorrer oferta de alimentos mesmo quando a criança não tenha fome, o que pode acarretar em ansiedade dos pais pela recusa alimentar do filho ou ser um fator de risco para ingesta excessiva e consequentemente sobrepeso/obesidade na infância.
Lembrando que são desaconselháveis práticas de gratificação (prêmios) e/ou castigos para conseguir que as crianças comam o que pais ou cuidadores acreditem que seja o necessário para elas.

 

  • 5Passo 5
O alimento oferecido deve ser de consistência espessa na forma de papa e/ou purês desde o início, aumentando gradativamente sua consistência até se chegar a alimentação habitual da família. Deve-se evitar o uso de liquidificador para o preparo dos alimentos, pois além de quebrar as fibras, não estimulam o ato de mastigação da criança, muito importante para o desenvolvimento da musculatura orofacial.

  • 6Passo 6
Alimentação variada!!! Todos os dias devem-se oferecer alimentos de todos os grupos e variar os alimentos de cada grupo. Lembre-se, uma alimentação colorida é uma alimentação variada.

 

  • 7Passo 7
Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições. Os vegetais podem inicialmente não serem bem aceitos devido à predileção natural para o sabor doce, mas devem ser repetidamente oferecidas, uma vez que são necessários cerca de 8-10 exposições a um mesmo alimento para que ele seja aceito. As frutas devem ser amassadas ou raspadas, os sucos não devem ser oferecidos como lanches por possuírem uma menor densidade calórica. A mistura de diversos alimentos liquidificados dificulta a diferenciação dos sabores e texturas.

 

  • 8Passo 8
Evitar açúcar, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas.
Usar sal com moderação. A mucosa gástrica da criança é sensível até 1 ano, dessa forma, o consumo de café, chá, mate, enlatados e refrigerantes podem irritá-la, comprometendo a digestão e a absorção dos nutrientes, além de terem baixo valor nutricional. O mel também deve ser evitado antes de 1 ano de vida pelo risco aumentado de botulismo.

 

  • 9Passo 9
Higiene na preparação dos alimentos, armazenamento e conservação adequados devido ao risco de contaminação. Mamadeiras constituem um risco em potencial devido à sua dificuldade de higienização. A água oferecida e utilizada para o preparo dos alimentos deve ser tratada, filtrada e fervida. Não oferecer às crianças sobras de alimentos da refeição anterior.

 

  • 10Passo 10
Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação. É esperado que a criança doente perca o apetite, dessa forma, utilizar alimentos com alta densidade energética (acrescentar óleo nas papas salgadas conforme orientação médica) e estimular o aleitamento materno, caso a criança ainda esteja sendo amamentada. Também deve-se aumentar a ingestão de líquidos (água).

Obtenha a cartilha completa do Ministério da Saúde sobre os 10 passos para uma alimentação saudável para crianças menores de 2 anos de vida através do link:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/dez_passos_alimentacao_saudavel_guia.pdf