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BAIXA ESTATURA

Considera-se baixa estatura quando a criança está abaixo do terceiro percentil da curva de estatura para idade e sexo de sua população ou quando ela se encontra abaixo do padrão previsto pela altura dos pais (canal familiar).

Dessa forma, torna-se essencial a avaliação da criança por um médico especializado para o diagnóstico correto de baixa estatura.

O sexo masculino é o que mais procura soluções para baixa estatura, pois culturalmente tem-se o conceito de que o homem tem de ser alto, associa-se estatura com sucesso, o que pode fazer com que os pais iniciem tratamentos duvidosos para seus filhos.

Para que ocorra um crescimento adequado é imprescindível um hábito de vida saudável, ou seja:

  • Alimentar-se bem (com todos os grupos de alimentos), evitando-se produtos industrializados e com alto teor de açúcares/gordura
  • Praticar de atividade física regularmente
  • Sono tranquilo e com duração adequada

Os fatores externos, principalmente os aspectos nutricionais, são essenciais no crescimento intrauterino e nos primeiros dois anos de vida.

Várias são as causas do déficit de crescimento, mas ainda existem as causas idiopáticas, ou seja, desconhecidas.

Dentre as causas conhecidas estão:

  • Desnutrição
  • Secundária à doença crônica (ex. cardiopatia, doenças pulmonares, doenças renais, etc.)
  • Endocrinológicas (ex. deficiência de hormônio de crescimento, Cushing, hipotireoidismo, etc.)
  • Secundária ao uso de medicações (ex. corticosteroides)
  • Secundária à restrição de crescimento intrauterino
  • Doenças genéticas (ex. síndrome de Turner, Noonan, etc.)
As causas mais comuns de baixa estatura são a baixa estatura familiar e o atraso constitucional do crescimento e puberdade.

Na baixa estatura familiar encontram-se indivíduos de uma mesma família com baixa estatura, mantendo-se dessa forma um padrão familiar. A idade óssea desses pacientes encontra-se compatível com a idade cronológica.

O atraso constitucional do crescimento e puberdade é uma variante normal do crescimento, que se caracteriza por uma altura aparentemente abaixo para o alvo parental (altura dos pais), contudo a estatura final não se encontra comprometida, uma vez que há um componente familiar de atraso na puberdade que faz com que este indivíduo continue crescendo por um tempo maior do que a população geral, atingindo assim uma estatura final adequada. A idade óssea desses pacientes encontra-se atrasada em relação à idade cronológica e quando se projeta a estatura para idade óssea, ela se encontra dentro do canal familiar.

O tratamento dependerá da causa da baixa estatura, não sendo necessário o uso do hormônio de crescimento em todos os casos.

Devido ao fato de existirem inúmeras variáveis no diagnóstico de baixa estatura, o seu seguimento deve ser realizado por um profissional capacitado.

Este material tem objetivo puramente informativo e não isenta a necessidade de consulta a profissional capacitado e habilitado.

Referências Bibliográficas:

1. Cavalcanti, N. Baixa Estatura tem tratamento? Disponível em <http://www.diabetes.org.br/colunistas-da-sbd/42-pontos-de-vista/1507-a-baixa-estatura-tem-tratamento> . Acesso em: 17 de fevereiro de 2014.

2. Kochi, C., Longui, C. A. Crescimento deficiente e uso terapêutico do hormônio de crescimento. In: Endocrinologia para o Pediatra. São Paulo. Atheneu, 2009. P. 61-76.