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O QUE É O DIABETES?

O diabetes é uma doença crônica que se caracteriza por hiperglicemia. A hiperglicemia por sua vez é a elevação da glicose (“açúcar“) no sangue.

Os alimentos sofrem digestão no intestino e se transformam em açúcar (glicose) que é absorvido para o sangue, onde é usado pelos tecidos/órgãos na produção de energia. A utilização da glicose para a produção de energia depende da presença de insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas.

Assim, quando esse hormônio (insulina) não é produzido pelo pâncreas ou quando ele não funciona adequadamente ocorre um aumento na glicemia sérica com consequente desenvolvimento do diabetes.

 

O QUE É O PRÉ-DIABETES?

O pré-diabetes é uma fase intermediária entre o diabético e o não diabético, na qual há a elevação dos níveis glicêmicos, mas não a ponto de se fechar o diagnóstico como diabetes. Nessa fase, a intervenção através de medidas preventivas (mudança de hábito de vida) é essencial.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE DIABETES TIPO 1 E 2?

No diabetes tipo 1, diabetes juvenil ou diabetes insulino-dependente há uma ausência de produção da insulina pelo pâncreas.

Esse tipo de diabetes decorre de um processo autoimune, ou seja, o próprio organismo da pessoa é responsável pela destruição do pâncreas. Ocorre principalmente em crianças e o tratamento consiste na reposição da insulina, uma vez que o organismo não produz mais ou produz em quantidades insuficientes a insulina.

O diabetes tipo 1 se caracteriza por aumento do apetite (polifagia), aumento da sede (polidipsia), aumento da diurese (poliúria) e emagrecimento.

No diabetes tipo 2 ou insulino não-dependente há uma resistência na ação da insulina e/ou diminuição na produção da insulina pelo pâncreas, ou seja, precisa-se de mais insulina para se ter o mesmo efeito no organismo. É mais comum em adultos obesos e sedentários.

Cerca de 90% das pessoas diabéticas são consideradas como sendo do tipo 2.

O tratamento do diabetes tipo 2 é muito variável, consiste na administração desde medicações via oral até insulina, sendo essencial uma consulta médica para determinar o melhor tratamento individualmente.

A Sociedade Brasileira de Diabetes considera que 12.054.824 é o número estimado de diabéticos no Brasil, segundo estudos regionais de prevalência de diabetes tipo 2 (dados atualizados para o CENSO IBGE 2010).

 

EXISTEM OUTROS TIPOS DE DIABETES?

Sim. Existem vários outros tipos de diabetes, mas os mais comuns são os do tipo 1 e 2.

Há o diabetes gestacional, que é descoberto durante a gravidez em mulheres previamente sadias, geralmente no segundo semestre, e que desaparece após o nascimento da criança. Essas mulheres têm o risco aumentado de evoluir com diabetes tipo 2 mais tardiamente em suas vidas. O tratamento consiste na administração de insulina.

Também ocorre o diabetes secundário a doenças (ex. pancreatite, fibrose cística) ou ao uso de medicações (ex. antirretrovirais, corticosteroides).

Além desses tipos de diabetes, existe o maturity-onset diabetes of the young (MODY). O MODY é definido como um diabetes monogênico familiar, com idade de diagnóstico precoce e modo de transmissão revelado pela presença de três gerações de mesma linhagem afetadas associado a defeitos no âmbito da secreção de insulina. Ao todo são 6 subtipos de MODY. O diagnóstico é realizado através de estudo genético e o tratamento varia conforme o subtipo.

COMO SEI SE TENHO DIABETES?

No diabetes do tipo 1 tem-se os sintomas como polidipsia (aumento da ingesta de líquidos), poliúria (aumento da diurese), polifagia (aumento da fome) e emagrecimento.

No diabetes tipo 2 pode-se observar feridas com dificuldade de cicatrização (principalmente em membros inferiores), impotência sexual, poliúria, polidipsia, infecções fúngicas em pele/unhas, alterações visuais, entre outras. Portanto se você é uma pessoa obesa, sedentária e com histórico familiar positivo para essa doença, deve procurar mudar o seu estilo de vida para prevenir o desenvolvimento do diabetes e passar em consulta com um médico anualmente para diagnóstico precoce.

O diagnóstico é realizado através de exames laboratoriais (segundo a American Diabetes Association - ADA):

  • Glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dl (ausência de ingesta calórica por no mínimo 8 horas)
  • Glicemia ao acaso maior ou igual a 200 mg/dl associado a sintomas
  • Teste de tolerância oral à glicose maior ou igual a 200 mg/dl em 120 min.
  • Hemoglobina glicada maior ou igual a 6,5%

 

O QUE ACONTECE SE EU NÃO TRATAR DO DIABETES?

Com o tempo a hiperglicemia causada pelo diabetes leva a um processo inflamatório crônico, podendo lesar alguns órgãos como: olhos, coração, vasos sanguíneos, nervos e rins.

Cerca de 50% dos diabéticos morrem por enfermidade cardiovascular e 10% a 20% morrem por insuficiência renal.

A neuropatia periférica associada à redução do fluxo sanguíneo pode levar à formação de úlceras e em última instância à amputação do membro.

A cegueira também é uma complicação do diabetes, após 15 anos de doença 2% dos diabéticos ficam cegos e 10% apresentam a visão bem comprometida.

Portanto a melhor forma é a prevenção do diabetes tipo 2 através da adoção de hábitos de vida saudáveis, alimentação adequada e prática de atividade física regular, sem excessos.

 

Resumidamente:

  • Manter um peso corporal saudável.
  • Ser fisicamente ativo: pelo menos 30 minutos de atividade regular, de intensidade moderada na maioria dos dias da semana (para adultos).
  • Alimentar-se com uma dieta saudável, que contenha de três a cinco porções de frutas e vegetais.
  • Evitar o consumo de tabaco e álcool.

A recomendação é de que todo indivíduo, mesmo que assintomático, realize uma glicemia a partir dos 45 anos de idade. Se o resultado for normal, deve-se repetir o exame a cada 3 anos.

 

O QUE É A BOMBA DE INSULINA? 

A bomba de insulina é um dispositivo utilizado para o tratamento do diabetes tipo 1 que permite a administração contínua de glicose através de um cateter subcutâneo, tentando mimetizar fisiologicamente o pâncreas.

As bombas possuem um reservatório onde se coloca a insulina, que deve ser somente de um tipo (análogo ultrarrápido), cateter e cânula (material plástico flexível). O recomendado é que se troque a cânula a cada três dias.

Além da insulina basal que é injetada continuamente, também é necessária a aplicação do bolus de insulina para o aproveitamento do alimento ingerido. Esse bolus é calculado conforme a ingesta por refeição.

Como o dispositivo se mantém conectado ao paciente durante todo o dia (24h/dia), possibilita uma maior flexibilidade nos horários, além de diminuir o número de picadas para administração da insulina que ocorre no esquema de múltiplas doses.

Tanto a utilização da bomba de insulina quanto o esquema de múltiplas doses são tratamento efetivos do diabetes tipo 1.

Referências Bibliográficas: 

1. Tudo sobre Diabetes. O que é diabetes. Disponível em http://www.diabetes.org.br/para-o-publico/tudo-sobre-diabetes. Acesso em: 16 de fevereiro de 2014.

2. O avanço do diabetes no mundo, segundo a OMS. Disponível em http://www.diabetes.org.br/sala-de-noticias/200-ultimas-noticias/2132-o-avanco-do-diabetes-no-mundo-segundo-a-oms. Acesso em: 16 de fevereiro de 2014.

 3. Diabetes. Disponível em http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs312/es/. Acesso em: 16 de fevereiro de 2014.

 4. Diabetes. Disponível em <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmedhealth/PMH0002194/>. Acesso em: 17 de fevereiro de 2014.

 5. Diabetes. Disponível em http://www.cdc.gov/chronicdisease/resources/publications/AAG/ddt.htm. Acesso em 17 de fevereiro de 2014.

6. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2009. Sociedade Brasileira de Diabetes.