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OBESIDADE INFANTIL

A obesidade é uma doença crônica de causa multifatorial (ambiental, genética, cultural, socioeconômica e comportamental) que vem acometendo um número cada vez maior de indivíduos em todas as faixas etárias.

A globalização trouxe muitas inovações e com ela um padrão alimentar inadequado e uma inatividade física cada vez maior, proporcionando uma elevação na taxa de obesidade mundial.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) mais de 1 bilhão de pessoas no mundo são consideradas com sobrepeso e pelo menos meio bilhão são clinicamente obesas (12% população mundial), dessa forma, considera-se a obesidade um dos dez principais problemas de saúde pública, classificando-a como epidemia.

No Brasil estima-se que 20% das crianças sejam obesas e que cerca de 50% da população adulta esteja acima do peso.

Inicialmente o excesso de peso era mais prevalente em classes sociais mais altas, porém, atualmente, observa-se uma inversão nesse padrão, uma vez que frutas e vegetais frescos são mais caros que “fast food”.

Há uma ligação psicológica entre alimento e afeto desde os primeiros dias de vida, onde o ato de amamentar não se trata apenas o de alimentar, mas também de troca de carinho e amor.

Além disso, antigamente havia uma visão romântica da obesidade que ainda perdura até os dias atuais.

Também é muito comum o fato de a mãe superalimentar o filho, principalmente no caso de mães que trabalham fora, na tentativa de “compensar” a sua ausência com guloseimas, uma vez que já vimos que o ser humano tem um paladar naturalmente preferencial para alimentos de sabores mais doces e gordurosos.

Existem algumas faixas etárias cruciais para o desenvolvimento da obesidade: fase intrauterina, primeiro ano de vida e adolescência.

É importante recordarmos que nos primeiros anos de vida há um aumento no número de células adiposas, portanto uma criança que foi obesa nos primeiros anos de vida terá maiores chances de se tornar um adolescente e um adulto obeso no futuro. O número de células gordurosas não pode ser diminuído.

São fatores de risco para a obesidade: alto peso ao nascer, obesidade nos primeiros anos de vida, obesidade dos pais, crescimento fetal insuficiente e baixo peso ao nascer.

Existe uma estimativa que revela que quando nenhum dos pais obeso a chance de o filho ser obeso é de 9%, quando um dos pais é obeso de 50% e quando ambos são obesos de 80%. Isso não se deve somente à genética, mas principalmente ao padrão alimentar dessa família, pois sabemos que somente 5% das pessoas obesas possuem algum distúrbio endocrinológico ou alguma causa genética, a maioria de 95% são secundárias a causas externas, ou seja, desequilíbrio entre ingesta calórica e o gasto energético.

Oitenta por cento dos adolescentes obesos se tornarão adultos obesos.

A obesidade deve ser diagnosticada por um médico que avalia desde peso e estatura do paciente até a sua composição corporal.

Diferentemente dos adultos para os quais existem valores de corte para o IMC (índice de massa corpórea), as crianças têm que ser avaliadas através de gráficos conforme sua idade, sexo, peso e estatura.

A obesidade pode levar a diversas complicações, entre elas: ortopédicas, dermatológicas (assaduras, infecções fúngicas), diversos tipos de cânceres, hipertensão, aterosclerose, diabetes, problemas psicológicos (baixa autoestima, depressão, agressividade, isolamento social), etc.

Prevenir é a melhor forma de se controlar o surgimento dessa doença e de suas comorbidades.

Dicas para se evitar a obesidade:

  • Evitar o consumo de refrigerantes e alimentos muito gordurosos (ex. embutidos, guloseimas, chocolate, etc.)
  • Evitar beber líquidos durante a refeição (30 minutos antes ou 1 hora após)
  • Evitar comer na frente da televisão/computador/tablets
  • Diminuir o tempo de TV/computador/tablet para 2h/dia
  • Alimentar-se frequentemente com intervalos regulares de cerca de 3 horas
  • Fazer as refeições sentados à mesa (de preferência com toda a família)
  • Mastigar lentamente os alimentos
  • Praticar atividade física rotineiramente
Este material tem objetivo puramente informativo e não isenta a necessidade de consulta a profissional capacitado e habilitado.

Referências Bibliográficas:

1. Obesidade na Infância e Adolescência: Manual de Orientação. Disponível em http://www.sbp.com.br/pdfs/14297c1-Man_Nutrologia_COMPLETO.pdf. Acesso em: 10 de fevereiro de 2014.

2. Cresce número de crianças e adolescentes obesos em classes mais pobres nos EUA. Disponível em http://www.abeso.org.br/lenoticia/1091/cresce+numero+de+criancas+e+adolescentes+obesos+em+classes+mais+pobres+nos+eua.shtml. Acesso em: 10 de fevereiro de 2014.

3. Elza D. de Mello, Vivian C. Luft, Flavia Meyer. Obesidade infantil: como podemos ser eficazes?. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/jped/v80n3/v80n3a04.pdf. Acesso em: 10 de fevereiro de 2014.

4. Obesidade. Disponível em http://www.endocrino.org.br/obesidade/. Acesso em: 13 de fevereiro de 2014.

5. O avanço do diabetes no mundo, segundo a OMS. Disponível em http://www.diabetes.org.br/sala-de-noticias/200-ultimas-noticias/2132-o-avanco-do-diabetes-no-mundo-segundo-a-oms. Acesso em: 16 de fevereiro de 2014.